Entrando no palco por volta da 00h30, o grupo comandado por Hebert Vianna preparou um show inédito, com canções de artistas fundamentais na formação de suas músicas nestes 30 anos, tais como The Clash, The Police, Jorge Ben Jor, Gilberto Gil, Lulu Santos, além dos maiores sucessos dos Paralamas.
Em entrevista exclusiva para esta reportagem, o baterista João Barone falou um pouco sobre o show, a turnê, e os 30 anos de Paralamas do Sucesso:
Como está sendo a turnê de aniversário?
João Barone: Nós estamos muito felizes com a turnê. Todos os lugares que temos passado, os ingressos acabam. E no palco, posso afirmar, a energia é a mesma coisa. O roteiro, o telão, o visual dele ficou muito bacana. Estamos muito felizes com o resultado final deste show.
Vocês são a única banda do Brasil que comemora 30 anos sem trocar de formação. Qual a essência para uma banda se manter firme, unida e sempre produzindo sucessos por três décadas?
JB: Não existe essa fórmula garantida. Vimos muitas bandas surgirem e terminarem. Outras que mudaram integrantes, mas isso não nos faz melhores nem piores que ninguém.
O que mudou no Paralamas nestes 30 anos e o que ficou?
JB: Assusta um pouco constatar esse tempo decorrido, porque estivemos sempre muito ocupados e satisfeitos com o que o que fazemos. Melhor, então, dizer o que não mudou: nossa vontade de tocar, fazer shows, gravar um novo trabalho quando houver assunto. Assim podemos, quem sabe, ir adiante por mais 30 anos.
Foi difícil escolher o repertório para o show de comemoração? Como foi a preparação?
JB: Tentamos roteirizar um show que abrangesse nossa discografia completa. Dedicamos um tempo experimentando as músicas, depois complementamos com um apelo visual diferente. Achamos que deu super certo. Pode parecer pretensioso, mas esse show da turnê 30 anos é o melhor que preparamos até hoje. O DVD sai em breve.
Os fãs dos Paralamas atravessam gerações. Qual é a sensação de ter pessoas de 50 e 15 anos, por exemplo, se identificando com a música de vocês?
JB: Faz muito bem para nossa autoestima. Dá uma sensação de que nosso discurso e nossa música estão em sintonia com um monte de gente e isso é muito legal.
Cite um momento ou música que mais marcou a sua carreira.
JB: São muitas emoções, como no dia em que tocamos Óculos no primeiro Rock in Rio, ou fomos homenageados pelo Olodum num show em Salvador, ou 250 mil pessoas num show nosso em La Plata, na Argentina.
Barone, o vocalista Hebert e o baixista Bi Ribeiro são fundadores da banda, e seguem juntos desde o começo, em 1984. O show em Jaguariúna rendeu uma casa lotada de fãs, de diferentes idades e gerações. A turnê de aniversário deve seguir até o meio do ano que vem, de acordo com o baterista.
